A Direção Técnica acompanha a organização e o funcionamento do Serviço de Apoio Domiciliário, desde a avaliação das necessidades e definição da resposta até ao acompanhamento da sua adequação ao longo do tempo.
Este acompanhamento procura assegurar que o apoio permanece ajustado à realidade da pessoa, considerando a sua autonomia, necessidades, contexto familiar, hábitos e evolução da situação.
Na Unidade de Santa Maria da Feira, a Direção Técnica é assegurada pela Enfermeira Sophie Mota.
Sophie Mota licenciou-se em Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Portalegre, entre 2005 e 2009.
Em 2010 iniciou a sua atividade profissional na Suíça, numa instituição que integrava diferentes respostas, designadamente reabilitação e readaptação, cuidados residenciais e cuidados paliativos. Permaneceu neste contexto até 2017, aprofundando também a sua formação na área da geriatria.
Este período proporcionou-lhe contacto continuado com diferentes momentos do processo de envelhecimento, dependência e recuperação, bem como com pessoas que necessitavam de níveis muito distintos de acompanhamento.
Em 2017 iniciou uma nova etapa profissional em contexto hospitalar, na área da cirurgia visceral, onde permaneceu durante cerca de dois anos.
Esta experiência permitiu aprofundar conhecimentos e competências técnicas de Enfermagem num contexto clínico diferenciado. Apesar disso, a ligação ao acompanhamento da pessoa idosa manteve-se como uma referência importante no seu percurso profissional.
Por opção própria, regressou posteriormente à área dos cuidados continuados, onde permaneceu até 2020.
Em 2020, após a primeira fase da pandemia, decidiu deixar o contexto hospitalar e orientar a sua atividade para os cuidados no domicílio.
Esta mudança marcou uma nova etapa no seu percurso. No domicílio, encontrou uma forma de cuidar em que a pessoa permanece rodeada pelas suas referências, rotinas e relações e em que a promoção da autonomia assume uma dimensão particularmente concreta.
A possibilidade de compreender a pessoa nas suas diferentes dimensões — biológica, psicológica, social e cultural — e não apenas a partir de uma condição de saúde reforçou a sua identificação com o acompanhamento no domicílio.
Depois de vários anos de experiência profissional na Suíça, Sophie Mota decidiu regressar definitivamente a Portugal em 2023 para desenvolver o seu projeto profissional na área do apoio e dos cuidados no domicílio.
Esse percurso conduziu à Miminho aos Avós e à criação da Unidade de Santa Maria da Feira, inaugurada em 29 de junho de 2024.
A experiência acumulada em geriatria, cuidados continuados, reabilitação, cuidados paliativos, contexto hospitalar e cuidados domiciliários constitui hoje uma referência no modo como acompanha tecnicamente o Serviço de Apoio Domiciliário da Unidade.
Na Direção Técnica, esta experiência traduz-se numa abordagem que procura conciliar segurança, apoio e autonomia.
A necessidade de ajuda é considerada no contexto global da pessoa: as suas capacidades, condição geral, história de vida, relações familiares, ambiente, hábitos e preferências.
O objetivo é que a resposta domiciliária acompanhe as necessidades existentes sem reduzir a pessoa à sua idade, doença ou dependência, preservando a sua participação e autonomia sempre que possível.
