A casa é onde grande parte da nossa vida acontece. É onde estão as rotinas, as memórias, os objetos, as relações e muitas das referências que nos dão segurança e identidade.
Quando a idade, uma doença, uma hospitalização ou uma alteração da autonomia tornam necessário algum apoio, permanecer em casa pode continuar a ser possível. Na Miminho aos Avós — Unidade de Santa Maria da Feira, o Apoio Domiciliário é organizado com esse propósito: proporcionar a ajuda necessária procurando preservar, tanto quanto possível, a autonomia e a forma de viver de cada pessoa.
Uma necessidade de apoio não define uma pessoa.
Antes de organizar o serviço, importa conhecer quem vai ser apoiado: aquilo que continua a fazer autonomamente, as dificuldades que surgiram, os seus hábitos e preferências, a forma como organiza o dia, as relações que mantém e o apoio que já existe à sua volta.
Esta compreensão permite construir uma resposta que não se limite às dificuldades identificadas, mas considere a pessoa nas suas diferentes dimensões — física, psicológica, social, cultural e familiar.
O Apoio Domiciliário deve acrescentar segurança e suporte à vida quotidiana sem retirar desnecessariamente aquilo que a pessoa ainda consegue e deseja fazer por si própria.
Há pessoas que necessitam apenas de ajuda em determinados momentos do dia. Outras precisam de acompanhamento durante períodos mais prolongados. E existem situações em que a necessidade surge temporariamente, por exemplo durante uma recuperação após doença, cirurgia ou hospitalização.
O apoio pode integrar higiene e conforto, alimentação e refeições, acompanhamento das rotinas, companhia, estimulação e ocupação, acompanhamento ao exterior, apoio noturno ou outras necessidades identificadas durante a avaliação.
A frequência, duração e organização do serviço são definidas em função da situação concreta, em vez de partir de uma solução previamente estabelecida.
Preservar autonomia não significa apenas conseguir realizar uma tarefa sem ajuda. Significa também continuar a participar nas decisões sobre a própria vida.
Sempre que a situação o permita, procuramos envolver a pessoa na definição do apoio, respeitando as suas escolhas, ritmos, hábitos e preferências.
Por vezes, ajudar bem significa fazer. Noutras situações, significa acompanhar, estimular ou simplesmente estar disponível para que seja a própria pessoa a continuar a fazer.
Encontrar esse equilíbrio é uma parte importante do Apoio Domiciliário.
A necessidade de apoio em casa também pode alterar profundamente o quotidiano da família. Filhos, cônjuges ou outros familiares assumem frequentemente responsabilidades de acompanhamento e cuidado que precisam de ser conciliadas com a sua própria vida pessoal e profissional.
Por isso, procuramos compreender não apenas aquilo de que a pessoa necessita, mas também como está organizada a sua rede familiar e que dificuldades estão a ser sentidas.
O Apoio Domiciliário pode, assim, complementar a presença da família, partilhar responsabilidades e contribuir para uma organização mais sustentável do cuidado.
A Unidade de Santa Maria da Feira presta Apoio Domiciliário nos concelhos de Santa Maria da Feira, Ovar, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis.
A organização de cada serviço tem em consideração a localização, os horários necessários, a frequência e duração do apoio e as características da situação. O contacto inicial permite confirmar a disponibilidade e avaliar as condições necessárias para assegurar uma resposta adequada e continuada.
O Serviço de Apoio Domiciliário é acompanhado pela Direção Técnica da Unidade de Santa Maria da Feira.
A avaliação inicial permite compreender as necessidades existentes e organizar a resposta. Mas esse acompanhamento não termina quando o serviço começa. A autonomia, o estado geral da pessoa, a situação familiar e as próprias necessidades podem alterar-se ao longo do tempo.
A Direção Técnica acompanha essa evolução e avalia a adequação da resposta, promovendo os ajustamentos necessários quando a situação se modifica.
Na Unidade de Santa Maria da Feira, a Direção Técnica é assegurada pela Enfermeira Sophie Mota, cujo percurso profissional inclui experiência em geriatria, reabilitação, cuidados paliativos, contexto hospitalar e cuidados no domicílio.
Conheça a Direção Técnica da Unidade de Santa Maria da Feira
Serviço de Apoio Domiciliário licenciado
A Miminho aos Avós — Unidade de Santa Maria da Feira dispõe de Serviço de Apoio Domiciliário licenciado pela Segurança Social, através da Licença de Funcionamento n.º 13/2024.
Consultar o licenciamento da Unidade de Santa Maria da Feira
Nem sempre é fácil perceber quando chegou o momento de procurar ajuda. Por vezes são pequenas alterações no quotidiano que começam a tornar algumas tarefas mais difíceis; noutras situações, uma mudança súbita obriga a família a encontrar rapidamente uma resposta.
Se está a viver uma destas situações, descreva-nos brevemente o que mudou e quais são atualmente as principais necessidades.
O primeiro contacto serve para conhecer a situação e perceber que tipo de apoio poderá fazer sentido. A resposta só é definida depois de compreendermos aquilo de que a pessoa e a família efetivamente necessitam.